terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Refletindo sobre Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 - 1881)


Para Hegel, há uma superação da cisão entre sujeito e objeto. Essa superação se deu através da investigação (realizada por ele) da causa [in]causada. A partir do entendimento que a causa se daria ad infinito. Ele resolve essa questão na identificação histórica entre sujeito e objeto, ou seja, admitindo ser o sujeito, sujeito objetivado, ele se reconhece na medida em que é reconhecido por outrem. Hegel transmuta o pensamento Aristotélico de critério de verdade na ausência de contradição e recoloca nela mesma (na contradição) este critério. É a partir dele que a dialética consegue seu estatuto filosófico de centralidade; faz da contradição, da interpelação um critério provisório/histórico de verdade. Não obstante, a subjetividade em Hegel se apresenta como um conceito dogmático, ao passo que, desconsiderar este estatuto epistemológico incorreria na implosão do sistema hegeliano, ou seja, toda sua teoria cairia por terra. Em Hegel, o racional é real-efetivo e o real-efetivo é racional; há uma identificação entre real e racional. É aqui que considero estar o cerne de todo o arcabouço teórico do nosso autor.
Nesse sentido, a consciência em si (entendida aqui como ela mesma) passa por um processo de consciencialização (consciência para si). Aqui só possível através dela mesma, sendo reconhecida por outrem, ou seja, a consciência necessita ser reconhecida. Ademais, quando esta mesma consciência se reconhece ou toma consciência de si ela passa a não mais estar na história, mas a compreender de forma absoluta a própria história; é para Hegel o momento em que a consciência se conscientiza de si, de forma plena, absoluta. Aqui se dá o fim da história , o espírito absoluto.

Disciplina: História da Filosofia Moderna III.